sábado, 17 de março de 2012

te concebo

"Ontem, 14º dia do ciclo lunar...

Tudo para ser, talvez não seja o momento.
Ah, as convenções, as normas culturais de uma sociedade falida. Será? Não será?
Se for, será amor e será amada (o). Se for, será luz e alegria nos nossos corações. Sim, eu sei as consequências. Sei que estaremos juntos em uma loucura programada. Há a possibilidade, há vontade e desejo, sobra amor.
Se for, será bem vinda (o).
Um reflexo de nossas almas plenas. A união de dois corações que amam intensa e verdadeiramente.

O nome não importa, o sobrenome menos ainda
és um ser de luz.
minha (nossa) pequena Íris
nosso grande e mais sincero AMOR. te concebo.

Para Íris Cezimbra Armbrust, em 27 de outubro de 2010"

quinta-feira, 15 de março de 2012

aquele despertar

Em mim, a certeza de ter, desde o princípio, escolhido o caminho certo... e estávamos perto, muito perto, de poder tocar e amar com o corpo, com a pele, com o olhar, a flor que brotava da primavera.

Era inverno, um frio danado, daqueles que me deixa especialmente feliz. Bem na data combinada, elas chegam suaves e anunciantes, quase como um sussuro "mãe, vai te preparando, eu tô indo!"... eu sabia desde a primeira contração leve, mas intensa o suficiente para me despertar, que nossa menina tão desejada e tão aguardada estava pronta para nascer e fazer nascer junto com ela uma mãe. Eu, eu também estava pronta... pronta para dar a luz à Íris e à Lua. Nós duas sabíamos que não seria fácil e não seria sem dor e sem medo... e sentíamos, acima de qualquer medo e qualquer dor, a nossa força, o nosso poder.

terça-feira, 13 de março de 2012

bu!

é só iluminar o ambiente (a mente!) pra ver que o fantasma que assombra no escuro não passa de um velho conhecido que assume uma sombra disforme e causa aquele arrepio (o tal medo)...


para conhecer, permitir-se ver.


quando eu era criança (e ainda não alcançava a alça da geladeira) gostava de ir na cozinha sozinha e desligar as luzes... lá eu sabia onde estavam os móveis... mas eles se confundiam, se mesclavam, assumiam formas humanas - sempre imensas. adrenalina. será que eu sou como aqueles que enxergam espíritos? será que são eles vindo falar comigo?

e quando o medo chegava no seu limite, antes do engasgo na garganta e da vontade de gritar pela minha mãe, rapidamente, eu encarava a sombra (um vulto? outro ser?) e acendia a luz... e respirava aliviada... santa geladeira!