domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz dia, pai.

Sabe pai, é difícil escrever tudo o que gostaria de dizer, mas é mais fácil escrever do que dizer de fato. Se fosse dizer provavelmente tudo que sairia seria algo como "Eu te amo muito, obrigada por ser esse pai maravilhoso." Acho que não te contei isso, mas quando me senti quase mãe as primeiras pessoas em quem pensei foram em ti e na mãe... naquele momento tudo que eu queria dizer era obrigado. Obrigada pelo amor imenso que transmitiram para mim; através do amor de vocês, do amor pelo mundo, do amor pela vida. Foi me alimentando desse grande amor que cresci sensível; com o coração aberto pro mundo, pro novo, para as pessoas. Foi esse amor que me fez ter certeza que estava no caminho certo, no caminho do meu coração.
Com o tempo entendi a importância de expressar aquilo que sentimos, falar, colocar pra fora, gritar, nem que seja pra pedir desculpas depois (e isso aprendi contigo). Ser autêntico com certeza é uma marca tua muito forte que me orgulha muito. Aliás, tu me enche de orgulho e percebo isso quando desando a falar de ti e vejo como sou uma filha coruja (hehe)... na verdade, vejo que não poderia ter escolhido pais melhores pra vir pra esse mundão.
Obrigada pai por insistir naquilo que sempre soube ser melhor pra nós e por me dar condições de passar isso tudo para minha filha. Obrigada por deixar os ciscos cairem nos olhos e ser um pai chorão. Obrigada por ser paciente com os meus porquês e incentivar em mim a curiosidade natural das crianças. Obrigada por todas as brincadeiras, carinhos e palavras de amor. Obrigada pelas palavras sérias que foram importantes para meu crescimento. Obrigada por me respeitar como indivíduo, por confiar em mim e nas minhas escolhas. E hoje, obrigada por receber a Íris com todo esse amor e ser um avô maravilhoso!

Pai, obrigada por viver  e deixar viver... já que na conta da vida, não adianta saldo médio.

Te amo muito!
Feliz dia dos pais :)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

antes da Íris, Brasil x Holanda...

Poderia falar sobre nossa gestação começando com "antes, éramos nós dois", mas acho que nem eu acredito nisso. O desenrolar desse amor tão grande e intenso me parece ter tudo a ver com a pressa de um serzinho louco pra vir ao mundo.

Antes, éramos a Lua de um lado e o Milton do outro. Provavelmente nos cruzamos muitas vezes (muitas mesmo) e estivemos prestes a sermos apresentados... Não lembramos um do outro antes "daquele dia"; nos vimos na mesma primeira vez e ali nossos olhos já se encontraram, pelo menos de raspão.
Não, não foi um encontro como aqueles de filmes em que rola uma música de fundo e as coisas param, não dessa vez. Como bons estudantes universitários, na hora da janta, estávamos no R.U. - o Milton lembra até o cardápio já que passara o dia inteiro sem comer decentemente... Era um dia nacionalmente importante, mundialmente, quiçá. A Copa do Mundo na vida de estudantes moradores de casa de estudante não é o evento mais comemorado do ano (o R.U. fecha ao meio-dia, como todo o resto da cidade) e, pra melhorar a situação, foi justamente no dia em que o Brasil foi eliminado pela Holanda (sem comida em vão!).
Eu... eu não me lembro de mais nada daquele dia. Só dos olhos dele. Parece que, naquele raspar de olhares, já não éramos só nós dois, ou pelo menos eu não era só a Lua.